idiota


sim, de vez em quando idiota, como quando nas noites em que estendia os braços e ninguém,
conforme caminhava na rua e me demorava, quase olhando para trás, dando a mão a ninguém, soube depois que ninguém
e se nenhuma mão para segurar, idiota
entrava o dia com o sol a querer pôr tudo como novo, tal como na retrosaria os paninhos brancos e se calhar não tão brancos, dado o pó
conforme o pó se ia soltando de mim e caía no sofá, nas cadeiras e na cama onde ninguém
idiota
nada branco
talvez os lençóis dos hotéis brancos, sabe deus à custa de que temperaturas e fricções
lençóis onde nenhum coração branco, apesar das temperaturas e fricções
nenhum coração branco tendo em conta todos aqueles dias em que o sol entrou a querer pôr tudo novo e ninguém


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