soul lifting

Não tem nenhuma qualidade musical excecional, mas este "you raise me up" ergue-me a mente a uma boa distância do chão. Enche-me o coração de "warm and fuzzy feelings".



sabedoria aos onze anos

"Amor com amor se paga" quer dizer que quando fazemos alguma coisa má a um colega ou familiar, podemos pagar com Amor, mas não quer dizer que fique logo pago. Assim, demorará algum tempo até essa pessoa voltar a ter confiança e acreditar em nós, como era antigamente, antes de se desacreditar em alguém.
Joana, 11 anos

comfort zone





Daqui a 18 dias

aterro aqui.

a gramática e a vida

Há frases simples que nos complicam a vida e frases complexas que a facilitam.
Repare-se nos exemplos, respetivamente:

- Já não gosto de ti. (Frase simples? ´Tá bem 'tá...)

- És a minha pessoa preferida do mundo e ao pé de ti sou muito mais feliz. (Complexa? Não me parece.)

corrigir testes

Porque é que em Inglês o presente é simples e em Português é do indicativo?

today


we are alive
we can breathe in
and breathe out
and that is outstanding
for itself


dear best friend

Because if we could see things clearly we would feel so different, much more like ourselves.



Fear

“Fear makes strangers of people who would be friends.” 
Shirley Maclaine

He's not that into you



Não é física quântica, nem neurobiologia. É muito fácil compreender se alguém gosta de nós ou não. 
Há uns anos, a Oprah recebeu o autor deste livro no seu programa e o título premaneceu comigo desde então. É sobre as relações heterossexuais e as forma de compreender se um homem está interessado numa mulher, se gosta mesmo mesmo dela, mas levo em crer que se pode aplicar a todas as situações.

Eis a lista do autor:


He’s Just Not That Into You If :
1. He’s Not Asking You Out
2. He’s Not Calling You
3. He’s Not Dating You
4. He’s Not Having Sex with You
5. He’s Having Sex with Someone Else
6. He Only Wants to See You When He’s Drunk
7. He Doesn’t Want to Marry You
8. He’s Breaking Up with You
9. He’s Disappeared on You
10. He’s Married (and Other Insane Variations of Being Unavailable)
11. He’s a Selfish Jerk, a Bully, or a Really Big Freak

Repesquei esta memória por ter conversado com uma amiga sobre um affair do momento e os seus devaneios emocionais.
É uma espécie de prova dos nove para nos ajudar a compreender se gostamos mesmo de alguém ou se estamos apenas numa onda de wishful thinking
Sim, porque às vezes entramos numa de «Ah... ela é "a" pessoa certa para mim. Gostamos das mesmas coisas, pensamos de forma semelhante, lemos os mesmos livros e temos os mesmos hobbies.»
Hum...
#1 O mundo é globalizado. Acabamos por encontrar gostos em comum com os outros. 
#2 Somos seres humanos. Portanto a nossa estrutura mental em essência é igual.
#3 Neste momento, há milhares de pessoas a lerem o mesmo livro que eu.
#4 E também há milhares de pessoas com os mesmos hobbies que eu.

Mas se uma pessoa ainda não fez nada de significativo e de constante para passar o número máximo de horas perto da pele de outra, de preferência sem roupa de permeio, a falar sobre coisas sérias ou palermices, ou a fazer uso das forças da lei de Newton, é porque não está assim tão interessada.






Virgem?

Não seria sagitário, touro, caranguejo...?
Palavra de honra que sempre tive fé que Maria fosse caranguejo.
Amanhã de manhã, ligo para o Dilema da Maya.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/papa-reafirma-virgindade-de-maria-e-diz-que-nao-havia-burro-nem-vaca-no-presepio-1573335

Como é que é possível

uma pessoa entalar-se duas vezes num dia, primeiro na mão direita e depois na mão esquerda?

À saída do trabalho

- Eh pá... Hoje não me apetece nada fazer o jantar para os muídos!
- Miúdos?! Mas tu não tens filhos!
- Ainda bem. Porque hoje não me apetecia mesmo nada fazer o jantar.

Miss Bennet

Durante muitos anos, a Jane Austen passou-me ao lado. As referências à sua escrita e personagens surgem na cultura pós-modernista, mesmo passados 200 anos, e acho que o que me chamou mais a atenção foi o filme "O clube de leitura de Jane Austen".
Não vou aqui deixar teorias e louvores à mestria linguística da Jane, sobre quem já se gastaram rios de tinta. Digo apenas que é absolutamente impossível largar o livro, que estou a ler no inglês original. Estou apaixonada pela Elizabeth Bennet, que tem sido uma companhia sublime nestes dias que já começam a ser mais frescotes. 


No tempo da Jane Austen


Os tempos estão áridos e as pessoas fugidias. Tenho a sensação que somos assaltados por um receio de que se dermos algo (nem que seja o que temos dentro), ficamos em défice. É como se uma pessoa tivesse que se poupar para o que der e vier.

E o que se faz perante este cenário? Eu leio os clássicos.

Estou a conter-me para não ver o filme antes de terminar o filme. Não sei se vou conseguir... :)


Há duzentos anos, era mais ou menos isto que se esperava de uma senhora em terras de sua majestade:
"A woman must have a thorough knowledge of music, singing, drawing, dancing, and the modern languages, to deserve the word; and besides all this, she must possess a certain something in her air and manner of walking, the tone of her voice, her address and expressions, or the word will be but half-deserved."

Random

Este fim de semana:

- jantei duas vezes com os meus manos, coisa que já não acontecia há muito tempo porque um deles ainda está na cidade da Torre Eifel.

- fiz o meu primeiro retiro de meditação, zazen neste caso. Um dia inteiro a meditar... é obra.

- conheci o meu primeiro monge budista ao vivo.

- o mesmo monge apertou-me a bochecha direita. Foi um querido, porque houve um momento em que precisei de uma orientação especial e ele foi de uma humanidade impressionante.

- ensinei o meu sobrinho a dizer "like a boss". Tenho de começar a passar mais tempo com ele, porque é muito engraçado vê-lo crescer.

- dormi 21 horas. É uma das coisas boas do outono. Faz-me desacelerar e descansar mais.

Um boost de motivação

Eu sou uma mulher capaz de encontrar a fonte interna de motivação. Palmadinhas nas costas e "muuuuito bem" dos colegas são coisas que já não me impressionam tanto.
Mas receber um louvor do conselho pedagógico é outra coisa. Se é!

A quote partially outdated


"At this moment,there are 6,470,818,671 people in the world. 
Some are running scared. 
Some are coming home. 
Some tell lies to make it through the day. 
Others are just now facing the truth.
Some are evil men, at war with good. 
Some are good, struggling with evil.
 6 billion people in the world, 6 billion souls.
 And sometimes all you need is one."
-Peyton Sawyer


No aeroporto


Correm um para o outro de braços abertos,
exclamam ridentes: Até que enfim! Enfim!
Ambos vestidos com agasalhos de inverno,
gorros de lã,
cachecóis,
luvas,
botas,
mas só para nós.
Porque um para o outro estão nus.
 
Wislawa Szymborska
 
 

Não é meia-noite quem quer

Lê-lo e a ouvir a voz dele, enfumarada e de palavras por dizer.
Lê-lo e ficar a ouvir a voz dele, que depois é a minha a puxar pelo fio das coisas e a descobrir pontas soltas.

Fazer nós.
O que fazer de nós?

Se há coisa que tenho pena foi de não ter sido escuteira, só para aprender a fazer nós. E a acampar, isso também é divertido.

Porque pontas soltas inquietam-me, tal como os segundos do relógio de cozinha a clicarem numa passagem do tempo que mais ninguém ouve.

Talvez não se queira ser meia-noite porque já existem demasiadas coisas pela metade.

É isso. Uma noite inteira. Sem ponteiros de relógio, sem pontas soltas.
Ainda é cedo para ser meia-noite.



Os Bórgias

A voz demoníaca do Jeremy Irons é impagável.

avulso

- A minha ex anda a fazer-me umas cenas incríveis... Tou fartinha. É sms, emails, cenas no facebook...
- A minha nunca me fez nada disso. Nem sei se está viva. Nunca mais deu sinal.
- Isso até é bom...
- É ótimo! Como namorada não era grande coisa, mas como ex-namorada é do melhor há.

lol




Random

#1 Ontem, houve caminhada e procissão do caracol no Reguengo do Fetal. Bem giro. Nunca tinha visto. O povo enche de azeite centenas de cascas grandes de caracóis, mete-lhes uma torcida de algodão e vai acendendo conforme a procissão passa. É uma tradição com 500 anos e serve para relembrar a suposta aparição da Nossa (na verdade, Sua) Senhora. Tenho fotos, mas e a preguiça de fazer o upload...

#2 Há uns dias lembrei-me de um aluno meu, a quem dei aulas há 4 anos. O J. era um rapaz complicado e pensei se a vida lhe correria bem. Deu-me algumas dores de cabeça, mas eu simpatizo com ele. 
Ontem usei um porta-moedas que a direção daquela escola ofereceu aos profs. Eu nao gosto da escola, nem do porta-moedas, mas calhou. Estava eu a puxar dele quando me apareceu o J. no meu lado direito. Está enorme, mais calmo e tem passado sempre de ano. 
Eu gosto destas coisas do Universo.  :)

#3 Estou na minha sala e a ouvir cigarras lá fora. Acho que o outono ainda não chegou a sério.

Woulda coulda shoulda


Se uma pessoa pode terminar uma coisa mesmo sem ela ter começado? 
Pode pois. E sabe bem fazê-lo.


anatomy of the way out

Foi melhor do que eu estava à espera. 
Mais uma vez, o monólogo da Grey salva um espisódio.


Lip service



Este tipo de coisas não me facilita a sessão de meditação antes de dormir...
A ideia era baixar a tensao arterial...

you can't bite, but you must hiss now and then

O Ven. Ajahn Brahm costuma contar uma história que resume bem esta semana.

Havia uma serpente na floresta que mordia em tudo e todos. A sua fama acabou por espalhar-se na floresta e, na área em que ela vivia, nunca mais ninguém se meteu. Acabou por viver os seus dias sossegada e sozinha, com a fama de mazona. 

À medida que foi envelhecendo, foi pensando no significado da vida, no propósito da existência e nessas coisas todas e pode dizer-se que a serpente virou um bicho religioso.

Um dia ela foi falar com um monge e após algumas conversas sobre a bondade e a paz, ele propôs-lhe que ela experimentasse andar entre as pessoas sem as morder. E foi o que ela prometeu: nunca mais morder as pessoas.

E assim foi. Digamos que a serpente se tornou uma criatura muito sociável, mas como nem sempre as pessoas reparavam nela, pisavam-na a toda a hora, a todo o instante. Como ela não reagia, muitos foram os que começaram a gozar com ela. Nesses momentos, a serpente era assaltada por um ímpeto de raiva, mas logo se lembrava do que tinha prometido e aguentava estoicamente os pés e o peso dos habitantes da aldeia.

O dia chegou em que ela não aguentou tanta pressão. Literalmente. 
Voltou a falar com o monge que lhe respondeu:

- Eu pedi-te que não mordesses, mas de vez em quando tens de silvar. 

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Em quatro anos, tudo quanto era projeto manhoso na escola, eu estava lá metida. 
Aplicar um modelo europeu de autoavaliação à escola, lá estava eu. 
Uma das direções de turma mais críticas da escola, tudo bem: é um desafio.
Atiraram-me para a frente da biblioteca e eu aceitei. 
O sistema chutou-me da mesma e eu levei na boa. 
E agora queriam que mesmo fora da biblioteca, eu fosse responsável pelo PNL? Pelo desenvolvimento da literacia de 300 alunos? Com tanta gente com mais horas disponíveis do que eu? No way, Jose!
Geralmente ando de sorriso desenhado, bem disposta e a contar palermices que fazem rir, mas parou aqui a coisa de aceitar tudo o que me põem nas mãos. 
Ontem, zanguei-me, hoje agi. E resultou.
Pena que com isto tudo, até me esqueci que estava inscrita numa cena de meditação nova para mim.

Entretanto, tenho de arranjar asap um balão de oxigénio para este ar irrespirável. 
O que vale é que amanhã há meditação budista, com o grupo do costume.
Mas hoje medito sozinha, só para ver se baixo a tensão arterial...

um blogue a duas línguas



Não havia necessidade de tradução, mas ela já vinha de série.


Revenge

Quando me falam em vingança, lembro-me logo da frase dessa grande guru do final do século XX/início do XXI, a Oprah, que diz que vingarmo-nos de alguém é como bebermos veneno e esperar que o outro morra. 

Não aprecio muito os atos vingativos. Quando queremos aplicar aos outros as consequências dos seus atos, não estamos destinados a acertar na medida e na intensidade, porque o nosso julgamento daquilo que o outro merece pode muito bem ser errado. Portanto, o melhor é deixar as consequências para Deus, o Universo, a Vida. 

O nome da série não me cativou, mas um dos episódios da primeira temporada apanhou-me desprevenida numa destas noites de outono. Resolvi ver os outros 21 e anuncio que é uma das melhores séries que já vi. Logo à partida, é sobre muito mais do que a vingança. E depois, o enredo e o argumento estão muito bem pensados. Não há pontas soltas, não há nada que fique por resolver.

A segunda temporada começou nos EUA. Expectante que esta não seja a última, estou muito curiosa para ver o final da série. Estou à espera assim de um remate perfeito acerca da (in)utilidade da vigança.


Note to self


A cor das vestes faz lembrar o budismo, mas esta não é uma posição de meditação.